Viagem a Dois

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Viajar com o namorado(a) é um dos primeiros atos de liberdade ou rebeldia da vida adulta. É a soma do desejo incontrolável de estar mais perto, a necessidade de descobrir o outro e o sonho de desbravar juntos um novo território. O primeiro dos enfrentamentos é aquela viagem básica de fim de semana. Dois dias, uma noite. Tempo limite dos pais para essa aventura. Cuidado, menino. Cuidado, menina. E isso vai dar certo? Calma, mãe. Calma, pai. É só um fim de semana.

E aí, depois da primeira, a porteira se abre. O fim de semana vira viagem de três dias, depois é um passo para cruzar a fronteira até o estado vizinho. Sabe aquele feriado prolongado? Pronto! Perfeito, já está tudo organizado quando os pais ficam sabendo. Na dúvida, pode rolar aquela mentirinha básica, que na verdade nem sempre é um grande segredo para eles. É só questão de adrenalina mesmo.

Assim os anos vão passando, os sonhos amadurecendo e novos roteiros surgindo na cabeça. Os pais já não estão lá muito preocupados, nem sequer são comunicados. As dificuldades são compatibilizar a agenda profissional com a lista de destinos prioritários. Falta dinheiro, sobra tempo. Falta tempo quando sobra aquela laminha no fim do mês. Os bate-voltas do fim de semana se profissionalizam e você nem percebe. Agora tem lista de bares/restaurantes, aquela peça incrível na cidade tal, aquele museu com obras famosas, a cerveja artesanal somente daquele lugar, a pousada de charme cuja agenda vive lotada.

Viajar a dois é esclarecer a relação. É colocar os pingos nos is, descobrir as alegrias e tristezas de estar com o outro, somente, dividindo as contas da viagem, os perrengues e as histórias. É a chance de confirmar aquele comportamento estranho ou descobrir um novo lado da personalidade da pessoa amada, ainda não revelado em terras locais. Das duas, uma: ou você volta da viagem ainda mais apaixonada(o), já pensando no próximo roteiro (com mais dias, por favor), ou começa a rever a relação.

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