8 coisas que você deveria fazer em Amsterdã

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Amsterdã é um símbolo da harmonia entre interesses em uma cidade. É como se cada cidadão tivesse suas vontades ouvidas e seus direitos compatibilizados com os demais. O respeito parece predominar e basta uma rápida visita para perceber o reflexo e o impacto dessa postura na infraestrutura urbana e na excelência dos serviços.

O transporte público é completamente integrado e dá para sair do aeroporto já com um cartão para usar também nos ônibus, barcos e trens de superfície. Os deslocamentos não são problema na cidade mais populosa da Holanda. Aliás, difícil é encontrar contras em Amsterdã.

A fama da cidade todo mundo conhece. Muitas, muitas, muitas, muitas bikes, coffeeshops, uma zona de prostituição como ponto turístico, belos canais. Amsterdã parece ser o lugar do descontrole e da desorganização. Mas o respeito impera até com a “liberação” das drogas e do serviço mais antigo do mundo. Para tudo há regras, elas são respeitadas e é justamente isso que deixa o turista, sobretudo o brasileiro, boquiaberto.

A única dificuldade na cidade pode ser mesmo o idioma, mas se você tiver a mesma sorte que nós será recebido no guichê da imigração com um “bem-vindos” em português e receberá orientações em nosso idioma sobre como se deslocar pela cidade. Neste post, montamos uma lista de atrações imperdíveis da cidade.

8 COISAS QUE VOCÊ DEVERIA FAZER EM AMSTERDÃ

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1. Conhecer o Red Light

O Red Light District é um choque de realidade para nós brasileiros. Aliás, deve ser para boa parte das pessoas de outras partes do mundo. Um lugar onde o sexo comercial é liberado e até estimulado como ponto de interesse turístico é no mínimo curioso. Por lá, as mulheres (em sua maioria) ficam expostas em vitrines, fazendo caras e bocas e chamando as pessoas (de ambos os sexos) para entrar. Há legenda de luz – vermelha e roxa (para pessoas transgênero) – e de cortina – quando ela está fechada, é porque alguém já está lá dentro.

Visitar o Red Light requer se despir de alguns preconceitos e respeitar a cultura local. As vitrines fazem fronteira com os coffee shops, onde há venda liberada de maconha e haxixe, e  também com diversas sex shops. Se engana quem pensa que o lugar é uma desordem, muito pelo contrário. Há um mínimo de ordem, que permite a visitação de famílias inteiras. Você irá encontrar por lá guias passando com públicos de diversas idades, inclusive muitos idosos e até algumas crianças.

É preciso deixar claro que na Holanda a prostituição é legalizada, os profissionais do ramos têm os direitos trabalhistas preservados e precisam respeitar uma série de regras para realizar o serviço. Para entender melhor como tudo funciona, vale conhecer o museu da profissão, localizado no próprio Red Light, a uma entrada de 8,50 euros.

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2. Entrar no Museu de Anne Frank

Poucos museus na vida nos deixaram tão impactados como o de Anne Frank. Ao entrar nele, o visitante é levado a viver uma verdadeira imersão na tragédia familiar da jovem, entrecortada pela própria desumanidade que foi a perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. O museu está localizado onde a garota, a família e alguns poucos conhecidos viveram para se esconder da opressão alemã. Era o antigo local de trabalho do pai, onde foi construído um esconderijo feito de cômodos apertados e pequenas janelas tapadas com panos pretos. É angustiante imaginar a vida naquelas circunstâncias. A visita nos leva a pensar mais de uma vez sobre até que ponto o ser humano pode chegar para torturar o outro em função dos seus próprios interesses.

Uma dica importantíssima para conseguir visitar o museu é comprar o ingresso com antecedência pela internet. Isso porque o horário da manhã e a metade da tarde são dedicados a quem fez a compra online. Nesses turnos, os horários são definidos e você não precisa enfrentar grandes filas, sobretudo se escolher os primeiros horários. Já quem deixa para comprar na hora, tem que chegar cedo e ficar numa imensa fila. O museu só abre para essas pessoas depois das 15h30. Além de perder tempo de visitar outras atrações da cidade, você corre sério risco de ficar sem o ingresso. A compra da entrada pode ser feita no site oficial.

3. Visitar o Museu de Van Gogh

Amsterdã tem vários museus. Cada um parece mais incrível que o outro. Tem o de Banksy, o Rijksmuseum (atrás do famoso letreiro), o Stedelijk, a Casa de Rembrandt, o dedicado ao sexo, outro ao erotismo e até um sobre a maconha. Não faltam opções, a cidade é realmente privilegiada no quesito museu. O detalhe desagradável é que os ingressos costumam ser bem caros, o que faz a maioria dos visitantes (como nós) precisar escolher qual visitar. Nesse caso, além do de Anne Frank, nós recomendamos fortemente apostar no museu de Van Gogh.

Em um imponente e moderno prédio localizado na Museumplein (praça dos museus), o museu reúne um acervo de mais de 200 pinturas e 500 desenhos do artista. A entrada custa 17 euros e pode ser adquirida com facilidade na hora.

Ps: Vale a pena entrar no museu do sexo?

Essa foi uma pergunta que nos fizemos antes de chegar a Amsterdã. As opiniões pela internet eram diversas e decidimos não colocá-lo na lista de prioridades. Acontece que acabamos conhecendo tudo com certa folga em Amsterdã, apesar de termos passado só dois dias e meio na cidade. Então, numa folga de roteiro, incluímos o museu. Não tem nada demais, são muitas fotografias antigas de pessoas fazendo sexo e algumas estátuas meio mórbidas até. É curioso, o ingresso é relativamente barato (4 euros), mas não é um “tem que ir”. Achamos o museu da prostituição melhor, por exemplo.

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4. Andar de bicicleta

Sério, qual é a graça de ir a Amsterdã e não se aventurar em uma bicicleta?  Nenhuma, respondemos com propriedade. São tantas ciclovias, tantas bicicletas na sua frente passando por o tempo todo e por todo lugar que fica difícil não cair nessa tentação. É fácil alugar uma bike na cidade, há várias lojas dedicadas a isso e alguns hostels, caso de onde ficamos, também têm a sua própria frota. Os preços não são dos mais amigáveis para nós, como tudo por lá, mas vale cada centavo de euro. Em geral, as locadoras pedem uma caução, que pode chegar a 50 euros. O aluguel varia de preço. O nosso custou 17,50, por 24 horas, cada bike.

Para andar de bike na cidade, todo o cuidado é pouco. Isso porque a bicicleta é antes de tudo um meio de transporte, então a maioria das pessoas não estarão circulando ao seu lado pelo deleite de um dia de turismo. É preciso prestar atenção às regras e isso demora um pouco para entender.

Eu, Alice, quase ia batendo em outro veículo, pois entrei na contramão errado depois de seguir uma seta branca no chão. Preste atenção ao fluxo e de preferência ao movimento dos locais. Outro detalhe importante é sempre travar a bicicleta quando estacionar e procurar os locais adequados para fazê-lo. Mais por segurança e para evitar transtornos. Pedalamos por lá em um dia chuvoso. Andamos boa parte do centro da cidade e foi um dos dias mais agradáveis da nossa viagem.

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5. Testar o transporte público

Quem dera toda cidade tivesse o sistema de transporte de Amsterdã. Assim que você sai da sala de desembarque, no aeroporto, terá à disposição um serviço de trem que te leva para o centro em cerca de 20 minutos. A dica é comprar ainda no aeroporto um cartão que te dá o direito de andar por alguns dias na cidade, em todos os tipos de transporte, por um valor fixo. É meio caro, mas você pode transitar quantas vezes quiser entre o tram (VLT), os ônibus e as balsas no centro, assim como entre o aeroporto e a cidade de ônibus ou trem. Você pode comprá-lo nos balcões de informação turística. Os valores variam de acordo com a quantidade de horas. O nosso, para 48h (corridas) foi 25 euros. Como usamos bastante o transporte público, valeu à pena.

Obs: é preciso validar o ticket tanto na entrada quanto na saída do transporte público. Caso contrário, você receberá uma bela chamada dos funcionários do sistema (aconteceu conosco!).

6. Visitar um coffee shop

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7. Comer a batata frita no Vlaams Fritesshuis Vleminckx

Essa foi uma dica que encontramos neste vasto mundo da internet e, pelo bem da humanidade, vamos repassar. Uma das melhores incursões gastronômicas de Amsterdã é provar a batata frita desse lugar. É uma lojinha estreita que vende batatas fritas em um cone, com diferentes tipos de molho. É tão bom que costuma fazer uma fila incompatível com o tamanho da rua e da loja. Mas o atendimento é bem rápido, a gente não demorou nem 10 minutos esperando. Daí, pegamos o cone e sentamos na rua mesmo para comer. Uma delícia!

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8. Ir ao Heineken Experience

Essa é uma dica para os amantes de cerveja. O museu da Heineken é o paraíso para os fãs da cerveja. Você viaja por dentro de uma fábrica, conhecendo todo o processo de fabricação. A melhor parte é que ao longo do caminho há algumas parada estratégicas para provar a cerveja. Ao fim, cada participante ganha mais dois copos. Só por isso já valeria à pena, mas o passeio é realmente legal.

Há algumas partes interativas, outras dedicadas aos patrocinados da cervejaria. A dica aqui é também comprar pela internet com antecedência o ingresso. A fila é bem menor e você consegue ainda um desconto. Na época, o nosso ingresso custou 14 euros.

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9. Ver a cidade de cima do Nemo Science Museum

Essa dica aqui a gente descobriu andando mesmo por Amsterdã. Saímos um dia de bicicleta e chegamos ao Nemo Science Museum, um museu em forma de barco. Ele fica perto do centro e da estação central da cidade e tem um telhado que também funciona como mirante.

De lá de cima a gente tem uma vista privilegiada da cidade e ainda rola ficar se divertindo um pouco com umas obras interativas. Depois de descansar por lá, pegamos a bicicleta e fomos até a biblioteca pública. É perto, basta apenas atravessar uma ponte. O prédio é imenso e lá em cima tem outro mirante que vale a visitação.

Bônus!

Outro lugar bem legal da cidade é o Begijnhof, um jardim secreto. O pessoal do Az wanderlust conta neste post mais detalhes sobre esse local inusitado.

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